Lufthansa adota procedimento modificado de decolagem em toda Alemanha

Deutsche Lufthansa Airbus A380 em Frankfurt.

Nos últimos 12 meses, desde agosto de 2013, a Lufthansa tem conduzido testes de emissões de ruído produzidos pelo procedimento de aceleração de 1000 pés. No novo procedimento, a aeronave que deixa a pista oeste do Aeroporto de Frankfurt reduziu de 1500 pés (aprox. 457 metros) para 1000 pés (aprox. 305 metros) a altitude para aceleração e empuxo adicionais onde era permitido pelas restrições locais na trajetória de decolagem.

Durante a maior medição mundial sobre o ruído na decolagem, as estações de medida registraram mais de 70 mil decolagens da Lufthansa. O que representa mais de metade de todas as decolagens da empresa em Frankfurt, um dos principais hubs (centros de distribuição da companhia aérea na Alemanha). Os dados foram analisados pelo Fórum Flughafen e a região local, que não pode observar mudanças significativas nas emissões de ruídos como resultado do procedimento modificado de decolagem.

As medições confirmam os cálculos detalhados de um estudo científico já realizado pela Lufthansa, TU Berlin e o Centro Aeroespacial da Alemanha. Tomando-o como base o estudo anterior, a Lufthansa decidiu agora lançar este procedimento modificado de decolagem em todo o país, para implementar este padrão global em âmbito global. Durante anos, muitas companhias aéreas tem utilizado este procedimento de decolagem, tornando-o uma prática comum na maioria dos aeroportos alemães e internacionais, devido à redução significativa relevante no consumo de combustível e nas emissões de carbono.

A mudança na altitude de aceleração para 1000 pés obedeceu aos padrões estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO).Há  algum tempo, a Lufthansa já havia obtido a permissão da Autoridade Federal da Aviação da Alemanha e do Ministério Federal do Transporte e Infraestrutura Digital (BMVI) para modificar seu procedimento.

Afinal, o que significa a aceleração de 1000 pés?

Depois que uma aeronave decola da pista, geralmente sobe a uma velocidade constante com os flapes baixados até atingir determinada altitude. Geralmente nesta fase as aeronaves modernas não utilizam o empuxo máximo disponível, substituindo-o por um nível reduzido do empuxo de decolagem. Quando a aeronave atinge a altitude inicial de referência, o empuxo dos motores é modificado para empuxo de subida. À medida que a aeronave continua a operação de decolagem, ela precisa acelerar para permitir a retração dos flapes e subida até a altitude de cruzeiro em velocidade maior. A altitude em que se inicia o aumento na velocidade é chamada altitude de aceleração.

Ao mudar estas duas altitudes a resistência do vento diminui quando os flapes são recolhidos, reduzindo assim o consumo de combustível. A Lufthansa acredita que a mudança no procedimento – considerando apenas a Alemanha – economizaria em torno de 3.000 toneladas de combustível por ano. O que significaria uma redução de cerca de 10.000 toneladas em emissões de CO2. Em termos mundiais, os benefícios para o meio ambiente seriam, naturalmente, muito superiores, aproximadamente 6 mil toneladas a menos de querosene e cerca de 19 mil toneladas menos de CO2. Mais informações em www.lufthansa.com.

Fonte: Deutsche Lufthansa.

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